A feroz e saudável disputa por equipes no Rio

A disputa por equipes no Estadual do Rio de Janeiro está, mais uma vez, evidenciando o propósito da entidade na busca por novos talentos e consagrando aquelas que se caracterizam pela diversidade de idades e sexo.

Logicamente o alto-rendimento faz parte dos nossos objetivos, mas temos que nos preocupar com a iniciação e com a continuidade da atividade para os masters do nosso Triathlon.

A Escola Modelo, da cidade de São José dos Campos, é um exemplo concreto de resultados dos investimentos nas categorias mais jovens, onde se concentra a maior parcela de seus atletas.

Tendo participado apenas das duas primeiras etapas de Aquathlon, faturou a primeira colocação geral na disputa por equipes somando 1.539 pontos.

A equipe de Bruno Brand mostra o outro lado dessa história, caracterizado pelo distribuição de seus atletas nas provas das três modalidades, à exceção das categorias de base, sem um único representante nessa faixa, tendo somado 1.480 pontos com um honroso segundo lugar.

A BLC (Beto Lundgren) vem em terceiro, com 1.368 pontos e com a mesma filosofia do Bruno Brand, sem um único representante nas categorias de base.

Uma equipe que pode surpreender é a MRTRI, que tradicionalmente inscreve atletas nas categorias de base, mas toda a sua pontuação atual de 1.155, também seguiu os mesmos passos de Bruno Brand e da BLC, mas tem um potencial enorme para se superar quando tirar as cartas da manga, com seus atletas da base.

Algumas equipes tradicionais podem até questionar nosso método de classificação, mas é exatamente isso que queremos, ou seja, valorizar as equipes que investem em todas as categorias e em ambos os sexos, pois isso é que verdadeiramente representará a marca do Rio de Janeiro no cenário brasileiro.

Atualmente temos uma disputa fortíssima, por exemplo, na faixa de 40 a 49 anos onde, no Triathlon Standard, tivemos 25 mulheres e 89 homens terminando a prova. Isso é bom, realmente é excelente, entretanto precisamos fortalecer as categorias de base para que não tenhamos a impressão de que nosso esporte está ficando “velho” e sem renovação.

Prafraseando Celio Balieiro, organizador de provas memoráveis como o Long Distance em Pirassununga, e o TriMax aqui no Rio de Janeiro, “se não investirmos na matéria prima, não teremos produto no futuro”.

E assim vamos caminhando. Sabemos das dificuldades que todos enfrentam na conquista e manutenção de novos praticantes, sem perder os clientes mais antigos. Mas esses são os ossos do nosso ofício. Precisamos sensibilizar e encantar a todos e isso é um desafio diário ao qual temos todos que nos dedicar.

Parabém a todas as equipes que apareceram em nosso ranking. Estamos apenas no começo e certamente muita coisa vai mudar. Espero, sinceramente, que todas as assessorias tragam os novos praticantes, principalmente nas categorias de base. Sonho em ter uma disputa infantil com uma quantidade expressiva de atletas. Certamente os mais velhos tem filhos, sobrinhos ou conhecidos que poderiam trazer para as nossas provas e é isso mesmo que temos que buscar.

Julio Alfaya
Presidente

RANKING ATUAL DAS EQUIPES